A arte dos samurais – policia e Tarantino.
Recentemente andei a explorar os subúrbios de Tóquio. Há cerca de duas semanas houve o Tokyo Motor Show. Este certame bianual estava repleto de concept-cars e novos modelos, numa presença massiva dos construtores japoneses, a jogar em casa. Americanos, gigantes como a GM ou Ford, nem vê-los! O tema do certame foi o ambiente e os híbridos. Carros movidos a combustíveis alternativos para todos os gostos - com motores a etanol, a gás, a hidrogénio, híbridos, electricidade, etc...uma imensidão de escolhas. Algumas excitantes surpresas como seja o novo X6 da BMW, um monstro híbrido que certamente vai dar muito que falar. A secção das motas era um tanto pobre. Pouca coisa em exposição e nada de verdadeiramente fantástico. Engraçado foram as novas proposições para veículos motorizados que se mais parecem umas poltronas ambulantes e que fazem a vez de carros para cobrir curtas distâncias. Um conceito engraçado mas de momento não mais do que isso. Muito gente também nos stands da Lamborghini, Ferrari e Maseratti.
Com o fim-de-semana em cheio, e numa perspectiva diametralmente oposta, no dia seguinte fui visitar a Disneylandia de Tóquio. Nunca tinha entrado num destas Megaparques da Disney que na verdade mais parecem cidades de faz-de-conta. Claro, uma imensidão de crianças, algumas vindas de tão longe como a Coreia do Sul. Este parque é um êxito regional! Lá estávamos, uns quantos trintões ali no meio da miudagem....mas não éramos os únicos! Assim foi que passámos o dia a apertar mão ao Pato Donald e companhia. Fui como um retorno à infância!
A terminar as aventuras na capital, fui ver um concerto de, entre outras, Carole King. Uma senhora, autora de clássicos como “You’ve got a friend” ou “It’s too late, baby”. Daquelas canções que crescem connosco e as levamos pela nossa vida fora. Depois do concerto ainda houve tempo para parar no Gonpachi de Roppongi. Talvez o nome por si só não vos diga nada, mas se vos dizer que fui neste restaurante que o Tarantino tirou a inspiração para as cenas de luta de um dos Kill Bill... talvez possam compreender o porque de muita gente, em especial estrangeiros, passar por lá (ao que dizem até o Bush passou por lá!).





